A.Q.I.P.
Detestando tudo q escrevo....
Sem mais.
Grata pela atenção
domingo, 17 de junho de 2007
Copo de plástico
Estava diante de si, como sempre estivera. Diante da folha branca a mão branca segurava o grafite negro. Olhavam-se naquele diálogo intenso e mudo. Tanto a rabiscar e tão pouca destreza, tanto a contar e tão pouco conhecimento das palavras.
Chegou há tempo de tomar o último gole frio de café, daquele bule que acordou sobre a mesa solitário não fosse as xícaras que o acompanhavam, o par de xícaras um pouco envelhecidas pelo descaso.
O gosto amargo do sorvo seco ainda estava em algum lugar do céu de sua boca. Masca. Masca. A saliva seca que não consegue engolir, resseca nos cantos dos lábios opcaqueados.
Mente inerte lhe parecia tão prolixa naquela manhã.
As Pessoas dentro dela conversavam se atropelando, guimaraniando palavras, euclidiando fatos sertanejos de terras, homens e lutas, clariceando epifanías, cabraliando de melo suas retiradas da vida tão severina, tossindo a manuel suas dores e alvareziando seus amores inatingíveis.
Fechava os olhos tentando filtrar uma ou outra voz, aquela idéia mais tétrica, quem sabe a mais bonita dentre elas. Ouvia aquele murmúrio recorrente, mas o ignorava. Farta, estava farta dele.
O olho escapou da folha para encontrar a mancha seca de vinho sobre a mesa. Arrumar as coisas, limpar o derramado... Não.
Sangue querido envelheceu.
O sussurrar aumentava.
Sobre a mesa taça de cristal, quase transparente a permitia ver o outro lado da sala... Destorcido...
Já era fala clara...
O cálice nas mãos. A pressão dos dedos.
Cálice.
Era grito.
O grito tilinta os cacos no chão.
Linda morte de pequenos brilhos.
Os cotovelos cederam mais uma vez as vozes.
Ta-que-car-di-a. Costura a mortalha com imagens moídas.
A epopéia tornou-se tediosa. Talvez apenas preferisse pensar assim...
Noite de olhos verdes a uma breve eternidade de tempo... Batida e abatida.
Entre a verdade e a mentira pendulava. O tempo a dava tempo para criar, fertilizava-lhe os campos mentais e de lá brotava os gestos inexistentes, as meias palavras quase belas...
As mãos se apertavam em reza à moda Augustiana cética como seus anjos. Era, porventura, exatamente assim, poesia-nojo, belo-desesperador.
Libertinagem, que os amantes não cabiam nas mãos, nos pés e em mais nenhuma parte de seu corpo. Gastos, enrugados... E ainda assim ecos de uma manha de outono amarelada.
Nada lhe dizia muito sobre nada.
Conquista e enjôo, tudo lhe parecia um breve suspiro de interesse.
Dominação. Provação. Abandono.
Jogar seu próprio jogo a permitia quebrar suas próprias regras.
Aqueles olhos oblíquos e dissimulados ao melhor estilo Machadiano dotados da mais incrível ressaca. O estomago revirava, a cabeça doía, vomita logo as palavras roubadas.
O espanto. E ficara para trás.
Amor verdadeiro que durou um segundo.
Desperta sempre em um baile de mascarás vienenses. Encantada com os movimentos dos vestidos que não sabe usar... Com os sorrisos todos iguais... Os olhos que revelam o que se esconde por debaixo da fantasia.
Rasga a roupa no poente...
A música se foi em um estalo surdo, mas... Ainda dançam na mudesa.
É belo.
Batem a porta outros corpos que nada tocam, apenas a fer(a)-ida.
O corpo
A carne
A fome
A carne
O desejo
A carne
Presa ao espectro metalizado em zinco viu-se de novo consigo.
Aquilo tão remoído e editado que era obra prima.
O lápis no chão e o papel em branco.
O texto pronto.
Levantou limpou a mancha de vinho, levou o bule de café para a cozinha deixando ali apenas os cacos do cristal.
Chegou há tempo de tomar o último gole frio de café, daquele bule que acordou sobre a mesa solitário não fosse as xícaras que o acompanhavam, o par de xícaras um pouco envelhecidas pelo descaso.
O gosto amargo do sorvo seco ainda estava em algum lugar do céu de sua boca. Masca. Masca. A saliva seca que não consegue engolir, resseca nos cantos dos lábios opcaqueados.
Mente inerte lhe parecia tão prolixa naquela manhã.
As Pessoas dentro dela conversavam se atropelando, guimaraniando palavras, euclidiando fatos sertanejos de terras, homens e lutas, clariceando epifanías, cabraliando de melo suas retiradas da vida tão severina, tossindo a manuel suas dores e alvareziando seus amores inatingíveis.
Fechava os olhos tentando filtrar uma ou outra voz, aquela idéia mais tétrica, quem sabe a mais bonita dentre elas. Ouvia aquele murmúrio recorrente, mas o ignorava. Farta, estava farta dele.
O olho escapou da folha para encontrar a mancha seca de vinho sobre a mesa. Arrumar as coisas, limpar o derramado... Não.
Sangue querido envelheceu.
O sussurrar aumentava.
Sobre a mesa taça de cristal, quase transparente a permitia ver o outro lado da sala... Destorcido...
Já era fala clara...
O cálice nas mãos. A pressão dos dedos.
Cálice.
Era grito.
O grito tilinta os cacos no chão.
Linda morte de pequenos brilhos.
Os cotovelos cederam mais uma vez as vozes.
Ta-que-car-di-a. Costura a mortalha com imagens moídas.
A epopéia tornou-se tediosa. Talvez apenas preferisse pensar assim...
Noite de olhos verdes a uma breve eternidade de tempo... Batida e abatida.
Entre a verdade e a mentira pendulava. O tempo a dava tempo para criar, fertilizava-lhe os campos mentais e de lá brotava os gestos inexistentes, as meias palavras quase belas...
As mãos se apertavam em reza à moda Augustiana cética como seus anjos. Era, porventura, exatamente assim, poesia-nojo, belo-desesperador.
Libertinagem, que os amantes não cabiam nas mãos, nos pés e em mais nenhuma parte de seu corpo. Gastos, enrugados... E ainda assim ecos de uma manha de outono amarelada.
Nada lhe dizia muito sobre nada.
Conquista e enjôo, tudo lhe parecia um breve suspiro de interesse.
Dominação. Provação. Abandono.
Jogar seu próprio jogo a permitia quebrar suas próprias regras.
Aqueles olhos oblíquos e dissimulados ao melhor estilo Machadiano dotados da mais incrível ressaca. O estomago revirava, a cabeça doía, vomita logo as palavras roubadas.
O espanto. E ficara para trás.
Amor verdadeiro que durou um segundo.
Desperta sempre em um baile de mascarás vienenses. Encantada com os movimentos dos vestidos que não sabe usar... Com os sorrisos todos iguais... Os olhos que revelam o que se esconde por debaixo da fantasia.
Rasga a roupa no poente...
A música se foi em um estalo surdo, mas... Ainda dançam na mudesa.
É belo.
Batem a porta outros corpos que nada tocam, apenas a fer(a)-ida.
O corpo
A carne
A fome
A carne
O desejo
A carne
Presa ao espectro metalizado em zinco viu-se de novo consigo.
Aquilo tão remoído e editado que era obra prima.
O lápis no chão e o papel em branco.
O texto pronto.
Levantou limpou a mancha de vinho, levou o bule de café para a cozinha deixando ali apenas os cacos do cristal.
domingo, 10 de junho de 2007
Isto não é um porta retrato
Chorei
Naquelas páginas
Lágrimas sinceras
(Quase) feitas de amor
Lembranças entorpecidas
Prazer mórbido perdido
Daquilo que ruiu
Morreu
Minado e invadido
Matado e morrido
Vê.
Amei quatro homens na vida
O primeiro, errado
O segundo, inocentes
O terceiro, sentimento doente
O quarto exemplo condecorado
Nesse pentágono
Ninguém foi capaz de amar
Capazes de quase amar
(Talvez)
Amamos a nós mesmos ou
Odiamo-nos uns aos outros
Como quaisquer
Simples
Seres humanos
Vivi
Quatro vidas
Oito filhos
Agora mortos
Diferentes profissões
Punhais todas
Crava as costas curvas
Mudei, pirei, renasci
Para que fosse possível...
Viver (?) novas vidas
A foice
Não é o rompimento
Tão pouco o quase amar
Cavalga a morte em uma fênix
Do pó ao pó
O saber urobórico
Sabendo que não será,
Dizer sem significar
Acreditar...
Eterno
Tatuagem, cicatriz e lembrança
Nós...
Acabáveis.
Quartos que não entrei
Camas que não dormi
Corpos que não possui
O que neguei
Perdi e me perdi
Acreditar
Naquilo que não se vê
Fé
Anti-ceticismo
Esquartejado
A cobra
Sempre alcança o rabo
Tendencioso e viciado
Apaixonado
E volto
Para a antiga e querida
Nova vida
Naquelas páginas
Lágrimas sinceras
(Quase) feitas de amor
Lembranças entorpecidas
Prazer mórbido perdido
Daquilo que ruiu
Morreu
Minado e invadido
Matado e morrido
Vê.
Amei quatro homens na vida
O primeiro, errado
O segundo, inocentes
O terceiro, sentimento doente
O quarto exemplo condecorado
Nesse pentágono
Ninguém foi capaz de amar
Capazes de quase amar
(Talvez)
Amamos a nós mesmos ou
Odiamo-nos uns aos outros
Como quaisquer
Simples
Seres humanos
Vivi
Quatro vidas
Oito filhos
Agora mortos
Diferentes profissões
Punhais todas
Crava as costas curvas
Mudei, pirei, renasci
Para que fosse possível...
Viver (?) novas vidas
A foice
Não é o rompimento
Tão pouco o quase amar
Cavalga a morte em uma fênix
Do pó ao pó
O saber urobórico
Sabendo que não será,
Dizer sem significar
Acreditar...
Eterno
Tatuagem, cicatriz e lembrança
Nós...
Acabáveis.
Quartos que não entrei
Camas que não dormi
Corpos que não possui
O que neguei
Perdi e me perdi
Acreditar
Naquilo que não se vê
Fé
Anti-ceticismo
Esquartejado
A cobra
Sempre alcança o rabo
Tendencioso e viciado
Apaixonado
E volto
Para a antiga e querida
Nova vida
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