Quero fazer sexo com todas as pessoas do mundo.
Sem pudor.
Que não tenha, também, que pensar no dia seguinte sobre o futuro inexistente das coisas.
Ato pelo ato.
Ah! Eu queria despir a vergonha e dês-pedir a saudade.
Para que a carne fosse enfim carne. Desmetaforisada.
Apenas cheiro.
Gosto.
Calor.
Cor.
Todas as nucas caçam com os olhos de medusa.
As beijo, todas, na minha distância infinita e os lábios de pantera viram sabiá.
Gosto assim.
Sexo e sexo... As favas com “fazer amor”.
Amar é tempo e paciência, ambas incluídas em meu racionamento mental. Exauridas.
Pinga. Pinga. Pinga. Lembrança mal fechada.
Bebo, então, o resto putrefato.
Esfaqueia o sentimentalismo.
Espírito sem vergonha! Corpo desnudo mostra as vergonhas!
Chocar alguns cristãos com o paganismo só para ver se o filhote vinga.
Vingança rebelde. Em a-razão calculada.
Boemia e libertinagem.
Crucifixo e água benta.
Terrorismo poético.
Terrorismo patético que expõe o que todos temos por fora. Redundância superlativa que faz estilhaçar queixos.
Em cacos é mais fácil comer os pedaços.
Nada ali quer ser compreendido.
Deglutir.
O suficiente para tornar verdadeiro o desejo bipolar. Para que essa verdade (já tão enrugada) tome forma em minhas mãos.
Costura tudo da mesma carne apodrecida.
Borda com pele viva.
Indiferenciados. Todos os corpos são iguais em grandeza e desejo.
Do amor ao paraíso.
Palavras só montam sexo dentro da minha cabeça.
Fora dela sexo se monta no corpo e na vontade.
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Um comentário:
wow :O
isso é bom xD
;)
lupus
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