domingo, 10 de junho de 2007

Isto não é um porta retrato

Chorei
Naquelas páginas
Lágrimas sinceras
(Quase) feitas de amor

Lembranças entorpecidas
Prazer mórbido perdido
Daquilo que ruiu

Morreu

Minado e invadido
Matado e morrido

Vê.

Amei quatro homens na vida
O primeiro, errado
O segundo, inocentes
O terceiro, sentimento doente
O quarto exemplo condecorado

Nesse pentágono
Ninguém foi capaz de amar
Capazes de quase amar
(Talvez)

Amamos a nós mesmos ou
Odiamo-nos uns aos outros
Como quaisquer
Simples
Seres humanos

Vivi

Quatro vidas
Oito filhos
Agora mortos

Diferentes profissões
Punhais todas
Crava as costas curvas

Mudei, pirei, renasci
Para que fosse possível...
Viver (?) novas vidas



A foice
Não é o rompimento
Tão pouco o quase amar

Cavalga a morte em uma fênix
Do pó ao pó
O saber urobórico

Sabendo que não será,
Dizer sem significar
Acreditar...
Eterno

Tatuagem, cicatriz e lembrança

Nós...
Acabáveis.

Quartos que não entrei
Camas que não dormi
Corpos que não possui

O que neguei
Perdi e me perdi

Acreditar
Naquilo que não se vê



Anti-ceticismo
Esquartejado

A cobra
Sempre alcança o rabo

Tendencioso e viciado
Apaixonado

E volto
Para a antiga e querida

Nova vida

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