segunda-feira, 28 de maio de 2007

Árvores

Meu destino foi pago para ser visto nas estrelas

Longe

Da hiper-atividade dos oito anos incompletos
Lembro do homem envelhecido e manco porta dentro entrando

Sentou e nada do que foi dito me pareceu relevante
Eu pulava atrás dos sofás
Gente desconhecida atraia minha atenção

“Ela vai gostar muito de plantas”

Ao que eu respondia

“Gosto de animais”

Seus olhos jamais pousaram sobre mim
E dirigida diretamente nunca uma frase

Disse à mamãe
“Melhor que ela vá para o quarto, vou falar sobre você agora”

Assim saí, fui dormir... Pensando que não gostava de plantas.

Quantos anos depois o assunto me acometeu
Que tinha sido feito de tudo aquilo?

Mas... me contaram
Meu destino estelar nunca foi escrito, o de mamãe jazia em casa solitário

Sobre mim mais foi dito, a apenas um par de orelhas que não quis falar sobre o assunto

A boca havia morrido
Minhas estrelas enterradas ali

Os olhos de mamãe vezes recaem sobre mim oblíquos
Acompanhados de suspiros lamentantes
Ou de sorrisos pregados

Despedem–se logo para cuidar de si

Deixa a noite em seu lugar

Uma estrela pode ter morrido...?
Que foi feito então de meu destino?!

Planta a vida aqui para ser mantida no lugar

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