Ah! A menina cresceu.
Mocinha!
Já é uma mulherzinha!
Já não pensa mais para fazer as coisas.
Não porque seja impulsiva... Ah não
Porque isso passou
Passou com a primavera que se foi
Quase a encontra às vezes...
Mas vive no outono amarelado
Em um outubro qualquer
Chega de bananada
De palhaçada
De noites claras
Toma banho olhando para os azulejos rachados
Com aquele leve trincado na ponta
Que quase, quase a incomoda
Mas não o suficiente para mandar trocá-lo
Convenceu-se que ele da personalidade ao lugar
Fecha o chuveiro e depois mal percebe
Que o banho passou
Não vê mais nada passar
Torce o registro e a água para de cair
Faz.
Faça
Que não a nada de errado com isso.
Há?
Não há!
Há!
Não há!
Perdeu também o costume de questionar-se
Perda de tempo?
Esquecimento
Junta as mesmas palavras
Todos os dias
Bom dia!
Passar bem!
E qualquer diálogo de elevador que consiga lembrar
Nossa! Como anda fazendo frio!
Não agüento mais esse calor dos infernos
Insuficiência diária.
Sempre algo de errado.
Importa?
Não importa
Importa
Não importa
Talvez exporte
Ou esporte.
Aquelas pessoas que vê pelas manhãs
Do sorriso amarelado quase simpático
De nomes desconhecidos
O desejo trai
Então dês-desejou as coisas
Mantendo-se fiel a si
Veste-se de branco às segundas feiras
Preconceitos à parte, pois nunca entendeu
O que havia de errado com essa frase
Tirou a meninice da tomada
Embalou e deixou esquecida no freezer
Entre a carne velha e esquecida
E a lasanha para microondas
O muro caiu
Nem divisão existe mais
Agora há ela com ela
Ela sem ela
Não podendo mais viver consigo
Nem sem-sigo
Segue
Na quase vida que é comum a todos
Passos de boneca crescida
Livro empoeirado na estante
Poema sem métrica ou rima
Rosa-rosa desaperfumada
Dês-apercebe
..Segue
.....Segue
.........Segue
Ah! A menina cresceu
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