Penso. Porque, no fundo, a única coisa q sei é cismar.
Caneta mordida pende entre os dedos riscando o papel amar-elado pela luz, a sombra da mão escurece as palavras.
Penso. Já é hábito e não consigo me livrar dele. Nem tento.
Velho habito que persegue abatinado de preto, imagem minha que me olha de dentro do espelho. Ilusão.
Existe? Doença dos meus olhos ex-au-s-tados?
Se sou sã tenho orgulho da loucura estabelecida entre as linhas, se não meto a mão na luva listrada e saio rápido daqui.
Saudosismo. Do eu te amo falso acompanhado dos olhos enjoados e do sorriso pregado.
Olhos de adoçante. Sorriso de zinco.
A tinta do rosto rachou sozinha, mesmo havendo as cuspidelas colantes, desfaleceu.
Cacos de plástico ti-lin-tan-do pelo chão.
Era estabilidade, agora perdida. Liberdade ad-querida que não sabe ser.
Procura a parede para se apoiar, mas ela nunca existiu.
Já houve uma menininha encostada no muro, os dois lados brigaram, um deles perdeu, o muro caiu.
Vá com dedos leves no escuro que me encontrará lá.
Deitada na cama contando historinhas para mim mesma naquele segundo antes de dormir. Procurando me livrar da rotina o que em si já virou... Rotina.
Lençol sobre a cabeça. Penso. Pinga. Penso. Pinga, a irritante torneira que não fecha, irritante cabeça pensa iludindo os olhos de meias-verdades pendidas entre a menininha e a falta de muro.
Cismo, é o que resta. Amanhã é sexta... Acabou a festa.
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