Cama cansada e de olhos cerrados. Leito tão cobiçado, a-mar-ga-drugada que se aconchega em mim fazendo cismar as portinholas de meu cérebro.
Momento espasmado entre o gosto e o sono. Quase acometida pela re-sonância lembro do beijo desajeitado, das mãos desorientadas mantidas fixas, ora olhavam o chão ora, entre receios, tocavam minhas costas.
Brota, então, de mim um sorriso enterrado podendo-se ler em sua violada lápide qualquer blá-blá-blá de inocência.
Seguramente solta daqueles braços, vivi mais um dia dos meus longínquos 13 anos.
Mas agora conchegante em minhas certezas, as favas as fraquezas.
Beijo pueril de dois adultos acriançados.
Os olhos cerrados.
Beijam.
Os olhos cerrados... Me adormecem.
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Um comentário:
só uma palavra pra você:
estrelinha
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